(o mais importante é dar o primeiro passo)
Por muito tempo, o journaling foi só uma ideia que ficava voltando na minha cabeça.
Como sempre fui apaixonada por papelaria desde muito cedo e até crio meus próprios cadernos artesanais, eu achava que já deveria ter começado. Mas não conseguia.
O problema não era falta de material. Nem falta de técnica para encadernar.
Na verdade, o que me travava era a ideia de ter que fazer um “journaling perfeito”.
A pressão de começar já sabendo, de fazer tudo do jeito certo. Eu via aquelas colagens maravilhosas na internet, aquelas páginas minimalistas onde cada traço parecia planejado… e pensava que precisava fazer igual. O resultado? Isso só me travava ainda mais.
O perfeccionismo é o maior inimigo do processo criativo em construção.
Eu esquecia que grandes mentes da história, como Leonardo da Vinci ou Frida Kahlo, mantinham diários que eram verdadeiros laboratórios de ideias, cheios de bagunça, rasuras, desenhos tortos e pensamentos soltos. Eles não buscavam a estética; eles buscavam a expressão.
E quando a gente tira o peso da perfeição, criar o próprio espaço para escrever deixa de ser uma cobrança e vira um momento de paz. Olha que tranquilo e simples é fazer um caderno em casa:
Sendo bem honesta, eu não precisei desse vídeo para aprender a técnica — a encadernação artesanal é algo que eu já domino e amo fazer. O que me pegou aqui foi outra coisa: a tranquilidade.
Eu assisti e fui contagiada pela leveza e pela calma do movimento. Foi essa atmosfera que me deu o empurrão que faltava para eu querer passar pelo processo e, finalmente, começar o meu journaling. Às vezes, a gente tem a ferramenta e o conhecimento, mas o que nos falta é esse estado de espírito sereno que nos permite simplesmente criar, sem pressa e sem cobrança.
Então, resolvi colocar a mão na massa.
Usei o que eu tinha em casa: umas folhas de papel que sobraram, linha e uma agulha. Se você quer começar sem medo, a minha dica é: use um papel simples. O “melhor papel” é aquele que você não tem medo de errar e rabiscar. O papel caro, às vezes, nos intimida; o simples nos liberta.
(Inclusive, já pode favoritar o blog: logo mais vou trazer um post inteirinho só com dicas práticas para você confeccionar o seu próprio journal usando os materiais que já tem perdidos aí pela sua casa!).
Assim, comecei do meu jeito, sem pensar demais. ❤️
E sabe de uma coisa? Nos podcasts sobre o funcionamento da mente humana que costumo acompanhar, sempre falam sobre a importância de aliviar a carga mental. Na prática, descobri que o journaling é exatamente isso. É muito mais sobre o “Brain Dump” (esvaziar a mente) do que sobre a arte. É sobre colocar as ideias para fora e dar forma aos pensamentos.
Se você também sente vontade — mesmo achando que não sabe como, ou até achando que “já deveria saber”… talvez o que esteja faltando não é técnica. E sim dar o primeiro passo.
Aqui vai um desafio rápido para você fazer agora: pegue qualquer papel e uma caneta. Escreva por 2 minutos sobre três coisas que estão passando pela sua cabeça. Não pare para pensar e não use borracha. Pronto, você começou seu journal.
Na verdade, não precisa estar bonito. Não precisa estar perfeito. Só precisa começar.
E você? Qual é a maior barreira que te impede de abrir o caderno hoje? É o medo da primeira página em branco ou a busca pelo layout perfeito? Me conta aqui nos comentários, vamos quebrar esse bloqueio juntas!