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um espaço sobre ideias, organização e um processo criativo em construção.

Sobre o Sentido da Vida — Viktor Frankl

A pergunta que mudou minha forma de encarar os dias

(Ou sobre como parei de cobrar a vida e comecei a responder a ela)

A gente cresce ouvindo uma pergunta constante: “O que você espera da vida?”.

Passamos anos tentando responder a isso. Fazemos planos perfeitos, criamos listas de metas inalcançáveis, desenhamos na nossa cabeça a rotina ideal. E, quando a realidade bate na porta — com a loucura do dia a dia, os imprevistos, o cansaço e a sensação constante de que nada está pronto ainda —, a gente se frustra. Sentimos que a vida não está entregando o que “esperávamos” dela.

Foi exatamente no meio desse ciclo de cobrança e frustração que esbarrei no livro [Sobre o Sentido da Vida](COLE SEU LINK DE AFILIADO AQUI), do Viktor Frankl.

Se você não conhece, Frankl foi um psiquiatra que sobreviveu ao Holocausto. E, mesmo diante de um cenário onde o futuro parecia ter sido roubado, ele construiu uma percepção que, para mim, mudou o jogo.

Tem uma frase específica no livro que me fez fechar as páginas e ficar olhando para o teto:

“Não devemos perguntar o que esperamos da vida, mas sim o que a vida espera de nós.”

O que isso significa na prática?

Ler isso foi como tirar um peso enorme das costas. Frankl propõe uma inversão total de perspectiva. Em vez de ficarmos paralisadas, sentadas no sofá esperando que o universo (ou as circunstâncias) nos entregue o cenário perfeito para começarmos a criar, a organizar ou a viver, nós precisamos olhar para o agora.

A vida não é um restaurante onde a gente faz um pedido e espera sentada. A vida é uma sala de aula que nos faz perguntas todos os dias.

Sabe aquele momento no fim do dia em que a casa finalmente silencia e a gente pega o caderno para fazer aquela descarga cognitiva? Aquele lembrete noturno para esvaziar a mente antes de dormir? Frankl me fez perceber que esse pequeno ritual não é apenas “organização”. É a nossa forma de responder à vida.

Quando sento e anoto o que preciso resolver amanhã, quando organizo minha mesa de trabalho, quando decido escrever um texto novo para o blog, mesmo sabendo que ele não está perfeito… eu estou respondendo ao que a vida está exigindo de mim naquele exato momento.

O sentido mora na ação

Nós perdemos muito tempo querendo “encontrar” um grande propósito de vida, como se ele estivesse escondido debaixo de uma pedra, esperando um momento de iluminação.

O que o livro me ensinou é que o sentido se constrói na ação. Ele está na forma como você decide encarar a loucura de uma terça-feira. Está em fazer o melhor possível com os materiais que você tem hoje. Está na escolha de dar um passo, mesmo no meio da bagunça.

A vida espera que a gente não desista do nosso processo criativo só porque ele não parece de capa de revista. Ela espera que a gente coloque as ideias no papel, organize o que está ao nosso alcance e encare o dia seguinte com um pouco mais de clareza.

Da próxima vez que você se sentir perdida, cobrando que a vida te dê o momento perfeito para começar, inverta a pergunta: O que o seu dia de hoje está pedindo que você faça agora?

Pegue seu journal, um papel simples que seja, e responda. Comece por aí.


(Dica de leitura: Se você sentiu que precisa dessa mudança de perspectiva para destravar alguma área da sua rotina hoje, eu recomendo muito a leitura na íntegra. É um livro curtinho, mas muito transformador. [Você pode encontrar a edição que eu li clicando aqui](COLE SEU LINK DE AFILIADO AQUI)).

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