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Ruptura (Severance)

A premissa da série é quase desconfortável:

separar completamente quem você é no trabalho de quem você é fora dele.

Mas o que mais me marcou não foi a ficção em si —
foi o quanto ela parece menos distante do que deveria.

💭 O que me atravessou:
A série toca, de forma muito sutil, em algo que a filosofia já discute há muito tempo: a alienação.

Karl Marx descrevia a alienação como o processo em que o indivíduo se desconecta do próprio trabalho, de si mesmo e do sentido do que faz.

E, assistindo, fica difícil não reconhecer algo disso na vida cotidiana.

Fazer sem entender.
Repetir sem questionar.
Existir no automático.

Além disso, existe uma dimensão psicológica forte:

a fragmentação da identidade.

A ideia de que somos “várias versões” dependendo do contexto não é nova —
mas aqui ela é levada ao extremo.

E isso levanta uma pergunta incômoda:

até que ponto a gente também se divide para dar conta da vida?

A série não responde.

Mas provoca.

E talvez o mais importante seja exatamente isso.

Se quiser ver mais sobre:
👉 https://www.imdb.com/title/tt11280740/

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